Vínculos que protegem e a ausência das famílias

Vínculos que protegem e a ausência das famílias

Breve Resumo

Este vídeo é um esquenta para a live inaugural de fevereiro sobre o tema "Vínculos e Conexões que Protegem" dentro do SUAS (Sistema Único de Assistência Social). A palestrante, Maria Isabel Luquese, e o convidado, Zé Artur Castilho, abordam a questão da ausência das famílias nas atividades do SUAS, buscando entender as razões por trás dessa ausência e propor estratégias para fortalecer os vínculos e a participação familiar.

  • O vídeo discute a importância de eventos presenciais como o SUAS 360 para fortalecer conexões e transformar territórios.
  • Aborda a frustração dos profissionais do SUAS diante da falta de participação das famílias em atividades planejadas.
  • Explora fatores estruturais e simbólicos que contribuem para a ausência das famílias, propondo estratégias práticas para reverter esse quadro.

Abertura e Recados Iniciais [0:13]

Maria Isabel Luquese dá as boas-vindas e apresenta a atividade como um "esquenta" para a live inaugural de fevereiro. Ela anuncia o tema do ano, "Vínculos e Conexões que Protegem", e convida os participantes a se inscreverem no SUAS 360, um evento presencial com novidades, incluindo um espaço reservado para secretários e prefeitos. Maria Isabel destaca a importância de fortalecer as conexões que transformam os territórios e os vínculos que sustentam a proteção social, temas que serão abordados ao longo do ano em diversos eventos preparatórios para o SUAS 360.

Apresentação do Convidado e do Tema [8:39]

Maria Isabel apresenta Zé Artur Castilho, educador social e consultor, agradecendo sua parceria e disponibilidade. Ela introduz o tema da live, "Vínculos que Protegem e a Ausência da Família", ressaltando a importância de entender as razões pelas quais as famílias não participam das atividades do SUAS e de buscar estratégias para mudar essa realidade. Maria Isabel enfatiza a necessidade de abordar essa questão sem julgamentos, com escuta atenta e reflexão coletiva, buscando fortalecer a conexão, a empatia e a escuta qualificada para conhecer os motivos reais da ausência familiar.

A História de Mariana: A Frustração da Técnica do CRAS [13:10]

Zé Artur Castilho inicia sua fala contando a história de Mariana, uma técnica do CRAS que, após se dedicar intensamente à organização de uma oficina para famílias, enfrenta a frustração de ver que ninguém comparece. Ele questiona os participantes se eles já passaram por situação semelhante, buscando gerar identificação e engajamento com o tema. Zé Artur destaca os sentimentos de frustração e questionamento que surgem diante da ausência das famílias, levando a técnica a duvidar de sua capacidade e a buscar explicações para o ocorrido.

As Possíveis Causas da Ausência Familiar [21:48]

Zé Artur abre um debate com os participantes, perguntando quais seriam as possíveis causas para a ausência das famílias na atividade organizada por Mariana. Ele estimula a reflexão sobre os motivos que levam as famílias a não comparecerem, mesmo diante de um esforço de organização e convite pessoal. Zé Artur aponta para a importância de não atribuir a ausência ao simples "desinteresse" das famílias, mas sim de buscar compreender os fatores estruturais e simbólicos que podem estar influenciando essa falta de participação.

Fatores Estruturais e Simbólicos da Ausência [28:57]

Zé Artur explica que o "desinteresse" das famílias é socialmente construído e pode ser atribuído a fatores estruturais e simbólicos. Entre os fatores estruturais, ele cita dificuldades de transporte, sobrecarga das mães, falta de rede de apoio e priorização de outras demandas, como a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar. Já entre os fatores simbólicos, Zé Artur destaca o cansaço emocional, a sensação de não pertencimento ao serviço e a cultura impositiva associada aos órgãos públicos. Ele ressalta que, embora não seja possível resolver os fatores estruturais, é possível intervir sobre os fatores simbólicos, buscando fortalecer o vínculo e o acolhimento das famílias.

Onde os Grupos Falham: Pistas e Hipóteses [40:13]

Zé Artur apresenta algumas pistas de onde os grupos do SUAS podem estar falhando, contribuindo para a ausência das famílias. Ele menciona o planejamento pautado exclusivamente por datas e obrigações, temas distantes da vida real das famílias, linguagem excessivamente escolarizada e falta de rituais que gerem previsibilidade e segurança. Zé Artur critica a prática de seguir um "calendário colorido" de temas predefinidos, sem levar em consideração as necessidades e os interesses específicos de cada território.

A História de Edna: Engajamento Comunitário e Ausência no SUAS [59:02]

Zé Artur conta a história de Edna, uma mulher de 55 anos, liderança comunitária e membro ativo da igreja, que nunca participou dos grupos de famílias do serviço de convivência. Ele questiona os participantes sobre o que leva Edna a se engajar em diversas atividades na comunidade, mas não a participar das ações do SUAS. Zé Artur destaca a importância do sentimento de pertencimento, do protagonismo e da crença naquilo que se está fazendo como fatores que motivam a participação das pessoas.

Estratégias Práticas para Repensar a Participação Familiar [1:15:02]

Zé Artur propõe cinco estratégias práticas para repensar a participação das famílias nos grupos do SUAS: começar pelo sensível, abraçar os rituais, saber perguntar, celebrar quem veio e planejar com os ouvidos. Ele enfatiza a importância de oferecer atividades que toquem as emoções e os interesses das famílias, de criar rituais que gerem previsibilidade e segurança, de fazer perguntas que provoquem reflexão e sentido, de valorizar a presença de cada participante e de planejar as ações a partir da escuta atenta das necessidades e dos desejos do território.

Considerações Finais e Encerramento [1:31:17]

Zé Artur encerra sua fala com uma reflexão sobre a possibilidade de transformar as ausências nos grupos do SUAS em presenças significativas, através de práticas simples, mas profundas. Ele questiona se é possível romper com a lógica do "calendário colorido" e construir um tempo tecido em conjunto com os participantes. Maria Isabel agradece a participação de Zé Artur e convida os participantes a avaliarem a aula e a utilizarem os materiais disponibilizados pela Universidade de SUAS. Ela anuncia o início do pilar um do percurso formativo anual, com foco na estruturação e organização do SUAS, e reforça a importância dos vínculos e das conexões que protegem.

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Date: 1/14/2026 Source: www.youtube.com
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